JULIO PLAZA livrobjeto

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poemobile : julio plaza e augusto de campos

LIVROBJETO

de estrutura objetiva, portanto objeto, seus problemas são de uso pertencentes à idade industrial estão ausentes os problemas de beleza quer dizer estéticos, que pertencem a uma estrutura pré-industrial e artesanal.

como todo objeto, deve ser lido nos seguintes níveis:

sintático, semântico e pragmático

sintático: signo-signo

semântico: signo-referente

pragmático: signo-usuário

sem esquecer que as informações desses três níveis se interpenetram mutuamente.

sintático: 10 objetos serigrafias originais.

utilização de matrizes sobre papel super white. processado industrialmente. design. poema de augusto de campos.

utilização da página como contexto. ocupação e desocupação do espaço, racional e cientificamente.

funcional, útil.

protótipo de livro integral, de contexto, não é um livro de “conteúdo” mas de processo e participação. utilização da simultaneidade, contrariamente ao linear (princípio, meio, fim) isto é, não sequencial. suas páginas intercambiantes com saída para o espaço circundante (contexto do consumidor).

não tipográfico e sim telegráfico.

“sem estrutura não há totalidade, sem totalidade não há ordem, sem ordem não há comunicação” norbert wiener.

semântico: criação: informação nova a nível de produção.

linguagem língua

assim como em diferentes línguas as consoantes formam a estrutura da palavra formando um novo repertório e portanto linguagem é o caso de

SPÑ BRSL MYGZ STDS NDS

livro com informação comprimida, idade telegráfico visual.

expressões implosivas ≠ explosivas siglas ≠ frase

interpenetração de informações

REENTREAZULAMARELO AMAZUL

como um sistema retroalimentador e recuperador da informação feedback metalinguagem, correspondência orgânica das diversas estruturas que o integram

FRMAR ≠

FORMAR ≠ INFORMAR

PROTÓTIPO ≠ TIPO

USO ≠ LUXO

SIGNO ≠ COISA

ARTE: processo de significação e codificação (não coisificação) cultural.

pragmático: visual com implicações sensoriais, cinéticas e auditivas que se possam processar.

livro para homo-ludens não tipográfico e linear.

seu significado é o uso, o uso é a comunicação.

processo; enquanto modificação e estruturação constante, impondo o câmbio como condição.

integração, soluções funcionais.

como proposição: livro de produção

o consumidor (antigo expectador) se autoprocessa visualmente com a participação.

arquitetura: comunicação de recintos, habitáveis, funcionais.

signos modificáveis abertos à experiência e busca.

ABREFECHA VERMELHOAZULAMARELO

signo-referente época de implosão e síntese de linguagens buscando a comunicação a nível racional (não nacional) e industrial, isto é, a nível de protótipo não de tipos: design.

pois não há tempo para o consumo textual & literário & temático

“artístico” em suma

estrutura ≠ evento importante é obter o repertório adequado para não cair marginalizado do processo.

não estamos em uma época de “beleza” estetizante e sim de uso e função produção & consumo & produção.

um intercâmbio constante de informações.

“viver é efetivamente viver com a informação adequada” n. wiener.

o problema do significado fica definido como função do expectador, isto é, do usuário.

Julio Plaza. “El libro-objeto”. In: Revista de Arte/The Art Review. Universidad de Puerto Rico, Mayagüez, dezembro de 1969, pp. 37-40.  original >>>

/tradução de vinícius gonçalves melo 

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